
Se você já trabalhou com correias transportadoras em mineração, cimento ou siderurgia, provavelmente já se deparou com uma situação desconfortável: a chave de emergência não responde quando mais precisa. E a pergunta que fica é — por que um dispositivo projetado justamente para ser o último recurso falha? Analisando um estudo de FMEA com 13 modos de falha catalogados para esses dispositivos, percebi que o problema raramente é simples. Ele é multifatorial e, na maioria das vezes, silencioso.
As falhas se distribuem em categorias que vão desde desgaste mecânico puro — fadiga de molas, atrito contínuo nos mecanismos de acionamento, deformação da corda de tração — até degradação elétrica dos contatos por corrosão e oxidação em ambientes agressivos. Há também falhas que acontecem a partir do acúmulo de material particulado, poeira e umidade que penetram no invólucro e compromete a selagem. Em instalações de mineração e cimento, esse cenário é particularmente crítico.
A situação atual desses dispositivos é que muitos deles não foram projetados para um ambiente tão severo como o de mineração. O seu projeto não leva em consideração grande parte dos modos de falha comuns em ambientes de beneficiamento mineral, como variações de temperaturas em diferentes horários do dia levando a afrouxamento dos cordões de acionamento, cursor muito sensível do acionador que gera vários alarmes falsos, contatores que a partir de uma carga elétrica pontual danificam fechados e não permitem mais rearme, entre outros.
A solução para a grande maioria desses problemas é um design adequado para o ambiente agressivo da mineração, que leve em consideração os principais modos de falha e assim ter um dispositivo que realmente funcione conforme deveria ser, ou seja, um verdadeiro dispositivo de segurança. Obviamente, para a indústria e os engenheiros que buscam soluções de fato no momento da compra, escolher por dispositivos com certificação SIL 3 ou superior é uma garantia de que esse problema está sanado.
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